Já havia lido um outro livro dele, do Bret Easton Ellis, o Psicopata Americano. Gostei. Forte, amalucado, uma escrita particular. Um encanto e um soco no estômago. Já comentei. Precisava ler mais. Aí, comprei Suítes Imperiais (Imperial Bedrooms), para descobrir que o livro é a continuação de outro, escrito vinte e cinco anos atrás, o Abaixo de Zero (Less than Zero) que ainda não conheço e agora quero ler. Pombas, to lendo o cara de trás prá frente! Mas, não importa. O que li até agora valeu à pena, mesmo fora de ordem.
O que notei nesse é que o autor me fez correr atrás dos personagens. Até quase a metade do livro vai aparecendo gente por todo lado e ele nem se importa em fazer as apresentações ou se você está agarrado ao fio da meada. Chegamos a um ponto onde eu não estava mais entendendo quem era o que. E ele nem aí, mandando bala. E eu indo pra frente e pra trás no texto, tentando reencontrar as migalhas de pão que me ajudassem a percorrer a trilha confusa daquela floresta de personagens na Los Angeles do Clay, o protagonista e o único que o autor permitiu que ficasse sempre à minha vista.
Repentinamente, sei de tudo e de quem é quem na trama. Bem engenhoso, o Bret Easton Ellis. Aí, é quando as coisas mudam e quem começa a perder o controle da situação é o Clay. Eu já estava me lixando para ele.
Ótimo escritor. Bom livro. Bom para sacudir os miolos. Livro recente, de 2010. Questões bem atuais, transgressões em série, coisas desses tempos de hoje: sexo, auto-indulgência, egoísmo e emoções abaixo de zero.
Respirava fundo cada vez que pegava no livro para saber o que aconteceria com o Clay e a sua turma.
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