sábado, 1 de setembro de 2012

A felicidade é fácil


Acabei de ler o livro do jornalista Edney Silvestre. Não sabia nada dele como escritor, muito menos que esse não era seu primeiro livro. Soube um pouco quando me dei ao trabalho de ler umas e outras boas resenhas sobre o A felicidade é fácil.

Gosto de ler. Leio de tudo. Gosto muito de histórias policiais.

Eu confesso: tive que vencer algum preconceito. Jornalista global, resenhas em jornais escritas por colegas... Caramba! Tenho gasto um bom dinheiro para ler muitos romances policiais dos quais bastou uma resenha “interessante”. E isso não me livrou de ler coisas deficientes. Vou prestigiar um brasileiro, pensei. Não vou conseguir me arrepender disso mais do que já me arrependi ao ter me arriscado com sujeitos com nomes estrangeiros. Comprei o livro.

De início estranhei. Parecia que estava lendo uma história já conhecida, que já havia sido publicada nos jornais, até me dar conta de que o Edney estava usando, com  habilidade, a minha memória. Ele conta um caso de sequestro perpetrado no Brasil por bandidos estrangeiros. Lembram? Pois é, eu ia me lembrando e isso me fazendo acreditar que já sabia do caso. Mas o livro não é uma reportagem, é romance, e me caiu a ficha. O enredo não é o mesmo que narrou, em passado recente, a crônica policial brasileira, mas tem tudo com o que os jornais publicaram sobre os famosos casos do Abílio Diniz e do Olivetto. Só que o autor nos coloca do outro lado da linha, do lado dos que sabiam o que realmente havia por trás daquilo tudo. Estranhamente, a possibilidade de que complôs como aqueles pudessem ter acontecido da forma como ele descreve, não me espantou.

Edney Silvestre navega por onde conhece. Pega tudo: polícia, política, economia, corrupção e outras coisas que estão por aí, na nossa cara, o tempo todo. Mistura, sacode e serve de volta numa história simples, bem montada e bem escrita.

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