segunda-feira, 21 de maio de 2012

Zorro


Quem não conhece ou ouviu falar ou ainda não leu um livro da Isabel Allende? Eu ouvi falar, sei algumas coisas dela, mas nunca havia lido um livro seu. Apesar do conhecido sucesso mundial da escritora chilena, dos muitos elogios sobre sua obra, nada me fez ter vontade de ler algum dos seus livros até o Zorro (El Zorro).

Mas, espera aí? Esse livro foi escrito pela Isabel Allende? Não foi um mexicano, um americano quem escreveu isso?, alguém vai perguntar. E foi mesmo, um americano do norte, o canadense Johnston McCulley, quem criou o personagem em 1919, no seu conto A maldição de Capistrano (The curse of Capistrano), publicado em cinco partes numa revista pulp. Depois foi relançado como livro com o título A marca do Zorro. Quando virou seriado da Disney (que eu adorava assistir) entre 1957 e 1959, com o ator Guy Williams no papel do Zorro, acabou se transformando num sucesso mundial. Hoje, desconfio de que se alguém rabiscar para um garoto a famosa marca dos três traços cruzados pode receber de volta o olhar de quem não sabe do que se trata. Se bem que recentemente foi produzida uma sequência de dois filmes (bem razoáveis), com os dois Antônios, o Hopkins e o Banderas, se revezando no papel do herói.

Bom, eu pensava que a história, uma legítima capa-e-espada, que se passava na Califórnia, no final do domínio espanhol sobre o México, havia se esgotado em sí. Afinal, o romance tem começo, meio e fim, quando Don Diego de La Vega, depois de peripécias eletrizantes (recomendo a leitura do clássico), revela sua identidade no último capítulo e todos vivem felizes para sempre.

Meu engano. É aí que começa - na verdade nem chega perto daí - a história que Isabel Allende engendrou para me encantar. Ela não reescreveu a lenda, mas inventou, aumentou o que já era bom. Deu aos fãs do herói mais coisas com o que se deleitar. Eu gostei muito.

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