De vez em quando aparece uma coisa assim na vida da gente. Felizmente, em se tratando de livros, isso vem acontecendo com frequência na minha: encontrar um encantador.Provavelmente é porque não me canso no caçar livros. Não passo um dia sem pesquisar por aí, nos canais disponíveis (hoje, mais do que nunca, eles são muitos e variados), sobre novos livros e seus escritores. Tem valido a pena.
Pouco tempo atrás li uma resenha sobre um novo livro, de um autor que não conhecia, e entendi que ele havia escrito uma história sobre um menino e suas aventuras na fantástica biblioteca de seu tio, onde há livros surpreendentes, ou melhor, “vivem”. Eles se movimentam, trocam de lugar pela biblioteca do tio. Podem ser bons ou maus e alguns até se escondem de leitores com quem implicam, essas coisas de quem tem sentimentos. O que sabemos que os livros tem, não é mesmo? Como eu não tenho nenhuma dúvida sobre isso, comprei o bicho, quer dizer, o livro. Curioso para descobrir o que o autor tinha escrito sobre o tal “O Livro Selvagem”.
Juan Villoro, escritor mexicano, surpreende com seu romance fabuloso sobre o menino Juan e sua inesgotável disposição na procura do livro selvagem. Aquele que nunca havia se deixado ler e que ninguém sabia o que estava impresso em suas páginas, conforme afirmava seu tio. O livro escolheria seu primeiro leitor e Juan estava certo de que seria o eleito, mesmo que fosse na marra. (O autor escreve - e quem sou eu para duvidar disso – em uma narrativa autobiográfica.)
“O Livro Selvagem” é para sempre. É para ser guardado junto dos meus favoritos e que nunca mais poderei deixar de recomendar aos amigos, principalmente aos que tem jovens leitores sob sua guarda.


















