Susan conhecia Edward desde sempre. Eram vizinhos e muito jovens quando ele ficou órfão. Anos depois, enquanto cursavam a universidade, se casaram.Edward precisava escrever, queria viver do ofício de escritor. Enquanto estiveram juntos isso não foi possível. Nada que prestasse saia da sua cabeça. Um pouco por causa disso e mais as outras coisas da convivência com um Edward frustrado e de temperamento difícil fez o casamento acabar. Cada um seguiu seu caminho.
Vinte anos mais tarde, Susan recebe um pacote com os originais do livro de Edward. Ele considera sua opinião muito importante.
Edward apresenta a Susan a história de Tony e a coisa toda se precipita.
Austin Wright mostra ser um grande contador de histórias. Seu romance “Tony & Susan” é de tirar o fôlego. Ele contou a história de Susan para mim enquanto contava a de Tony para Susan (e para mim). Até aí nada extraordinário, já li muitas histórias que contam outras histórias, mas foi a primeira vez que me senti como se estivesse numa corrida de automóveis sem freios. Queda livre. Vertigem, é uma palavra apropriada ao que se passa com o Tony. Há longos momentos de terror e incertezas. Não há reviravoltas nem truques que nos salve. Tive que fazer força sempre que precisei largar o livro para dormir.
Austin Wright, geólogo americano, mas professor de literatura e língua inglesa, viveu a maior parte de sua vida em Cincinnati. Morreu em 2003 aos 80 anos de idade e é de se espantar que poucos tenham tomado conhecimento de sua produção literária, pelo menos aqui no Brasil.
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