terça-feira, 20 de março de 2012

Fundação de Isaac Asimov

Gosta de viajar? Consegue pensar em lugares diferentes para onde gostaria de ir? Buenos Aires, Montevidéu, Acapulco, Londres, Paris ou Nova York? Que tal uma viagem em direção ao centro da galáxia e do império humano, que então ocupa mais de vinte milhões de planetas? O que acha de realizar saltos pelo hiper-espaço? E fazer, em um par de horas, viagens que de outra forma levariam milhares ou até milhões de anos? A maior parte de nós, trogloditas espaciais, não consegue nem imaginar o que Isaac Asimov criou e se transformou num dos romances mais impressionantes sobre um futuro distante da humanidade. Ficção científica? Claro, o que outra coisa mais poderia ser?

A viagem patrocinada pelo autor começa no centro de uma galáxia, que já nem é mais a Via Láctea, no planeta Tantor. Dezenas de milhares de anos no futuro, a Terra e o Sol ficaram tão para trás na história que não passam de uma lenda sobre as origens da raça humana. Pesquisadores e arqueólogos dedicam vidas à sua procura. Ninguém sabe ao certo onde fica. Alguma coisa semelhante, para nós, ao lugar preciso na África de onde vieram nossos longínquos antepassados homo sapiens. Alguém já sabe onde exatamente fica isso? Ninguém tem certeza.

Quem tem certeza de que daqui a mais de vinte mil anos não será possível existir um planeta como Tantor, que no seu auge terá sua superfície de 194 milhões de quilômetros quadrados, totalmente ocupado por uma única e contínua cidade com uma população de mais de quarenta bilhões de pessoas? Tantor, no romance de Asimov, é o centro administrativo do império humano, governante de várias galáxias e suas centenas de milhões de planetas habitáveis, com centenas de bilhões de súditos.

Isaac Asimov, como bom ficcionista, assume que tudo é possível se a imaginação inventa. E ele o faz com força e qualidade. Afinal, não teve um escritor famoso que escreveu uma história onde um sujeito virava um inseto gigante? Kafka, não é mesmo?

O autor de Fundação não fica só nisso, de inventar novos mundos. Ele se embrenha numa cadeia de revelações sobre o futuro do futuro da humanidade. Cria uma nova ciência, a psico-história, e me jogou em vários saltos de milhares de anos à frente do próprio tempo de Tantor.

O que mais me impressionou no livro Fundação foi a qualidade da trama criada pelo Asimov. Ele inventa situações limites e as soluciona apresentando reviravoltas como somente um homem sábio as poderia engendrar.

Não fique triste quando se aproximar do fim do livro. Volte à livraria e compre os outros dois volumes da trilogia, Fundação e Império e Segunda Fundação.

Gostei tanto da ficção do Asimov que emendei direto na leitura de, O Fim da Eternidade, onde paradoxos sobre viagens no tempo é mato. Mas isso já é assunto para outra hora.

Nenhum comentário:

Postar um comentário